×
ContextoExato
Responsive image

Presidente português diz que endividamento é "inevitável"

Presidente português diz que endividamento é Foto: Reprodução

Em entrevista à emissora pública Rádio Antena 1, Rebelo de Sousa disse que "quando não há outro remédio", o dinheiro emprestado é como "tem de ser".

Xinhua News - 15/01/2021 - 15:50:05

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na quinta-feira que o aumento do endividamento do seu país é "inevitável" em resultado da pandemia de COVID-19 e das medidas de reativação da economia.

Em entrevista à emissora pública Rádio Antena 1, Rebelo de Sousa disse que "quando não há outro remédio", o dinheiro emprestado é como "tem de ser".

O impacto da pandemia pesa fortemente nas economias em todo o mundo e Portugal não é exceção. Antes do início de COVID-19, há um ano, Portugal registrava o 25º trimestre de crescimento ininterrupto e o seu orçamento do Estado era superavitário pela primeira vez em quase meio século. O país também teve uma sólida recuperação do programa austero de resgate prescrito pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo Rebelo de Sousa, "até agora" a compreensão dos mercados internacionais "tem sido surpreendente". Portugal tem sido elogiado pela sua resposta eficiente à crise de 2009 e até à primeira onda da pandemia.

"Quer dizer, os credores estão a acreditar na capacidade de gerir o orçamento e de não entrar numa perda irreversível, em termos de dívida pública", disse ele na quinta-feira.

No entanto, o dano econômico causado pelas ondas recorrentes da pandemia do coronavírus pode ser demais para o país suportar. De acordo com o presidente, o custo de COVID-19 pode muito bem ultrapassar os 12,9 bilhões de euros (US$ 15,7 bilhões) que Portugal deverá receber do EU Recovery and Resilience Facility e os empréstimos adicionais no valor de 15,7 bilhões de euros, que poderá também ser acessado voluntariamente.

"Se a pandemia se agravar ao ritmo que já está a agravar, isto significa prolongar a crise", disse Rebelo de Sousa.

Na sexta-feira, Portugal vai entrar no seu nono decreto de estado de emergência desde o início da pandemia COVID-19. As novas restrições são semelhantes às impostas durante a primeira onda de coronavírus na primavera passada.

Comentários para "Presidente português diz que endividamento é "inevitável"":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório