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A fantasia pode virar realidade no Buriti

A fantasia pode virar realidade no BuritiFoto:

Edson Sombra / Redação - 19/03/2012 - 17:00:34


Era domingo dia 05 de junho de 2011 e a coluna Eixo Capital das meninas no Correio Braziliense trouxe um sutil recado: "Tudo bem”.


Aquela altura, passados cinco meses e quatro dias de governo Agnelo Queiroz, a população já respirava o odor fétido de mal feitos de alguns novos integrantes do Buriti.


Agnelo por sua vez, carente de experiência administrativa se deixou levar pelos conselhos de alguns poucos que o cercavam e que estavam descompromissados com suas promessas de campanha. Aliadas as denúncias de supostas irregularidades cometidas durante sua passagem pelo Ministério dos Esportes e pela Anvisa, Agnelo foi sucumbindo a uma impopularidade jamais vista em todos os governos do DF, sem nada poder fazer para revertê-la. ...


Tornou-se prisioneiro de um pequeno grupo de oportunistas que se apossaram de sua gestão, e que com práticas não ortodoxas, minam até hoje a administração que seria a esperança de um novo caminho para o Distrito Federal.


Aquela pequena nota foi um balde de água fria na cabeça dos que esperavam mudanças dos rumos que tomara a administração petista. Os desmandos cometidos na Secretária de Saúde são um exemplo, a destruição de serviços, perseguição a alguns servidores e o aniquilamento de projetos vitoriosos em andamento, marcam a todos os cidadãos atingidos.


Hospitais abarrotados por pessoas em busca de atendimento, UPAS que nunca foram ativadas, a falta de medicamentos em todas as áreas da rede hospitalar. A tentativa do corte de fornecimento de leite aos fenilcetonúricos, o trucidamento dos portadores de coagulopatias com a desativação dos serviços prestados a eles no HAB, o tratamento dado aos portadores de Fibrose Cística, doem em toda a população que como eu acompanha e denuncio os seus sofrimentos e perseguições, por isso respondo a algumas ações na Justiça do DF.


Poderíamos falar muito mais: do transporte público, mesmo depois de passado um ano e três meses de governo, piorou. Na área de segurança pública, toda a população está fragilizada, o que contribui para o crescimento de uma doença invisível: a síndrome do pânico. Do fornecimento da merenda escolar, que geram denúncias sobre a má alimentação que é servida nas escolas públicas, dos shows que são realizados pelas administrações regionais, sem nenhum critério ou motivo lógico, com exceção da administração do Plano Piloto que não se curvou aos anseios de um pequeno grupo que se arvorou sobre o dinheiro público, foram gastos desnecessariamente milhões em eventos. Dos milhões de reais da Saúde que se encontram aplicados e que rendem juros no sistema financeiro quando deveriam ser aplicados na saúde do povo. Do aparato policialesco que se instalou para bisbilhotar a vida de algumas pessoas consideradas inimigas de uns poucos comissionados no governo. Poderíamos falar muito mais, mas o momento não é o propício o momento é de acalentar a esperança.


Hoje 19 de marco de 2012, passados nove meses e quatorze dias daquela nota “Tudo Bem”, pode estar surgindo a possibilidade de vermos nascer o tão esperado Novo Caminho.


Assume a Casa Civil do Governo do Distrito Federal, Swedenberger Barbosa. Não interessa discutir quem o apadrinhou: Se foi o Zé Dirceu, se foi o Lula, ou a presidenta Dilma. O que importa é que com a chegada de Swedenberger Barbosa reavivam-se as esperanças depositadas em um governo que prometeu dar à população condições de viver sem perseguições, com sistema de saúde de boa qualidade, com melhor segurança pública, educação de excelência e boa gestão pública.


A intervenção através do novo secretário que assume é uma operação de alto risco para Agnelo Queiroz e para o PT. Se a partir de agora, houver boa vontade e vontade de trabalhar pela coisa pública, talvez ainda haja tempo de vivermos a realidade que Agnelo Queiroz prometeu em sua campanha eleitoral de 2010.


Nas costas de Berger são depositadas a esperança de todos que contribuíram para a chegada de Agnelo Queiroz ao Palácio do Buriti. Boa sorte, Berger!

Para quem não leu, veja aqui a nota de Ana Maria Campos e Lilian Tahan.

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