×
ContextoExato
Responsive image

A valentia de um cafajeste

A valentia de um cafajesteFoto:

Edson Sombra - 16/12/2011 - 16:54:39

Quando somos provocados, é mais do que natural xingar ou mandar a mãe do autor do feito para algum lugar. Seja em tom alterado, seja por um silêncio indignado. Porém, cabe ponderar que, em alguns casos, nem mesmo mães merecem tais insultos. Para essas, a maior ofensa já é ter de aceitar e, o pior, conviver com o tipo de gente que ela própria gerou e despejou no mundo.

Dias atrás, li um artigo publicado em certo blog que seu conteúdo é de dar nojo a qualquer mãe que a ele tenha acesso. O tal autor assaca contra a pessoa de Samanta Sallum, jornalista que hoje ocupa o cargo de secretária de Comunicação do GDF. Utiliza-se de metáforas piegas e ofensivas para atingir no pessoal devido a uma ira que se resume ao profissional.

Ele ataca, denigre e fere a honra, como se Samanta fosse a única responsável pelos seus fracassos pessoais. O mau-caráter usa seus conhecimentos para tentar com Samanta repetir o que já fez com muitos que ocupam espaços privilegiados no poder. E não aperfeiçoa suas próprias estratégias, sempre limitadas à arte da pressão, da extorsão e da amoralidade.

Falo de José Seabra, aquele que destila suas frustrações políticas, financeiras e pessoais contra quem não tem o poder de resolvê-las. Ele, que disse ter recebido diversas promessas que garantiriam fatias nas verbas publicitárias do governo, amargurou-se ao perceber que nada fora cumprido. Sofreu ao ter de enfrentar a realidade do próprio mundo que ele tanto prega: o da mentira, da falsidade e do mau-caratismo.

Como num ciclo vicioso, mais uma vez teve de recorrer aos maus hábitos para conseguir ver míseros cifrões caírem em sua conta corrente. Nada por merecimento, obviamente. Cederam, talvez, por temerem revelações públicas que o tal mau-caráter costuma ameaçar. Mal sabem que falta no covarde a hombridade de relatar verdades, quiçá as entranhas vividas no período eleitoral.

Seabra tem descarregado contra a hoje secretária de Comunicação seu texto semanticamente tão bem escrito, mas ao mesmo tempo de tão baixo nível. Uma amostra a mais da pobreza de caráter do referido, uma vez que ele ladeia o cargo público, ultrapassa as lógicas do bom-senso e mira na reputação de uma mulher.

Prega o bom jornalismo como pano de fundo, mas utiliza-se da falácia para destilar o veneno e esquece de separar os fatos dos achismos, princípio básico de um bom profissional. Assaca contra a honra da frágil mulher sem ao menos ter alguma condição moral para falar sobre a vida pessoal de alguém.

Tivesse ele a mesma coragem que encontrou de injuriar uma mulher para relatar tudo o que viveu e conviveu nos bastidores de uma campanha imunda. Seria, talvez, um bom começo para comprovar que seus valores podem ser colados ao nulo, mas existem. Porém, prefere achacar, distorcer e injuriar alguém que o trata como o que suas atitudes tão bem justificam: com desprezo.

Sabemos que a tal coragem para tornar público o que políticos inoperantes fizeram para chegar ao poder ele já mostrou não ter. E é por isso mesmo que toda e qualquer insinuação registrada por esse escritor precisa ser veementemente repelida por qualquer um que respeite valores e nutra o mínimo do bom senso.

No referido texto, Seabra afirma que “no campo que escolhemos para trabalhar, os instrumentos são a caneta, o papel e o teclado de computador...”. Acrescentaria apenas que mais do que caneta, de papéis e contra as costumeiras ofensas chulas, um bom jornalista, ético e honrado, utiliza como instrumento principal a verdade. E isso está muito acima de qualquer picuinha plantada em busca de alguns trocados.

Comentários para "A valentia de um cafajeste":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório