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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 27 de setembro de 2021

Alguns magistrados agem como as serpentes, só picam os descalçosFoto: Pixabay

Alguns magistrados agem como as serpentes, só picam os descalços

Para os pobres e esfarrapados, a Justiça. Para os poderosos, a impunidade.

Por Edson Sombra - 20/08/2021 - 07:23:21

Lamentavelmente é uma constatação triste, mas real. Quando um pobre, descamisado e descalço bate na mulher, com toda razão e acerto, a Justiça é implacável. Mas, quando o agressor é influente, a mulher que apanhou, apanha também da Justiça.

Ricos e influentes espancadores conseguem que seus advogados sejam recebidos nas vésperas dos julgamentos. Alguns até tomam café com os julgadores. Aos ricos existe uma complacência judicial. Para ser justo, a benevolência judicial não é tão frequente na primeira instância. Os juízes costumam tratar ricos e pobres de forma relativamente igual. Mas, quando se sobe na hierarquia judicial, de alguns tribunais, se vê um mar de facilidades aos poderosos.

Não é incomum vermos na imprensa que quando os ricos e poderosos são presos ou atingidos por decisões judiciais que lhes desfavoreçam, de modo ultra célere, alguns desembargadores inocularem no protegido o antídoto, o soro da impunidade.

Essa realidade é brasileira e é tristíssima. As mulheres, a sociedade estão desprotegidas contra os malfeitos dos ricos. Poderoso, quando comete crime, é tratado com carinho por algumas instâncias superiores. Essa constatação deveria fazer todos, membros do Judiciário ou não, corar de vergonha.

Para os pobres e esfarrapados, a Justiça. Para os poderosos, a impunidade.

Alguns magistrados agem como as serpentes, só picam os descalços, mas no final de toda demanda a Justiça prevalecerá.

















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