Milei recebe de Tarcísio mais alta honraria do Estado de São Paulo
Ana Luiza Albuquerque E Carolina Linhares São Paulo, Sp, E Brasília, Df (folhapress) - 25/07/2026 18:38:00 | Foto: Gustavo Moreno/STF
LUCAS MARCHESINI-BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Edson Fachin, rechaçou a fala do presidente da Argentina, que chamou o ministro Alexandre de Moraes de "lixo careca" em sua fala no ato de lançamento da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
"A Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados" disse em nota o ministro Fachin.
"Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil", afirmou.
Milei não foi autorizado por Moraes a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.
O presidente argentino chamou Bolsonaro de grande amigo e foi a estrela da convenção do PL feita neste sábado (25), em São Paulo.
A fala do argentino também foi ataca pelo presidente do PT, Edinho Silva.
"Nenhuma autoridade pública no Brasil está acima de críticas, sempre e quando feitas de forma e no momento adequados. É inadmissível, contudo, que um chefe de Estado estrangeiro venha ao nosso país e se dirija em termos desrespeitosos aos seus poderes constituídos", afirmou, em nota.
Em seguida, Silva atacou Milei. "Não surpreende que o atual presidente da Argentina se comporte desta maneira. Afinal, não são poucas as situações recentes em que ele demonstrou não estar à altura do cargo que ocupa", escreveu.
"O atual ocupante da Casa Rosada teria usado melhor o seu tempo e os recursos dos contribuintes argentinos se tivesse aproveitado o dia de hoje para trabalhar e resolver os problemas do seu país", continuou.
"Lamentamos pela Argentina, país amigo do Brasil e que tem um povo excepcional", concluiu o presidente do PT.
Além da participação de Milei, a convenção do PL contou com um vídeo do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. No recado gravado, ele chamou Flávio de amigo e lhe deu parabéns pelo lançamento da candidatura.
Milei chama Alexandre de Moraes de 'lixo careca' em evento de Flávio Bolsonaro
ANA LUIZA ALBUQUERQUE E CAROLINA LINHARES-SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente argentino Javier Milei chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo careca" por não ter autorizado que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de estado.
Milei, que chamou Bolsonaro de grande amigo, foi a estrela da convenção do PL feita neste sábado (25), em São Paulo, para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. O presidente afirmou que confia em Flávio e lhe deu um conselho: "os esquedistas vão jogar duro, se preparem para uma grande batalha".
Milei afirmou que "esquerdistas de merda" colocaram a Argentina na pobreza. Em um discurso de cerca de 30 minutos, o argentino falou sobre a trajetória do seu país e condenou o socialismo. Afirmou que, em todos os lugares, a receita da esquerda é a mesma: destruir as contas públicas para ganhar as eleições.
O argentino disse ainda esperar que a onda de direita que atingiu a América Latina chegue ao Brasil e que ele volte a "dar um abraço em Jair Bolsonaro". Segundo ele, Flávio pode "parar Lula", chamado de presidiário e ladrão. "Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar a escória socialista."
"Viva a liberdade, caralho", encerrou o argentino, aos aplausos do público.
Antes do encontro, Flávio e o presidente argentino foram recebidos por Tarcísio no Palácio dos Bandeirantes, onde conversaram na ala residencial. O governador de São Paulo entregou a Milei a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo estado.
Milei recebe de Tarcísio mais alta honraria do Estado de São Paulo
MARIANA GRASSO-SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Argentina, Javier Milei, chegou na manhã deste sábado (25) ao Palácio dos Bandeirantes, onde foi recebido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e por Cristiane Freitas, primeira-dama do estado.
O presidente argentino estava acompanhado de sua comitiva: Karina Milei, secretária-geral da Presidência da Argentina, Pablo Quirno Magrane, ministro das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto, e Luis María Kreckler, cônsul-geral da Argentina em São Paulo.
Para receber Milei, o governo paulista trocou o tradicional tapete vermelho por um azul, em referência à chamada "onda azul", expressão usada por lideranças de direita para descrever o avanço desse campo político na América do Sul. De acordo com a assessoria do palácio, a alteração da cor também foi uma forma de homenagear a Argentina com a cor da bandeira do país.
Após a recepção, eles entraram na sede do governo paulista para a cerimônia e uma reunião informal entre Milei e Tarcísio. Lá, o presidente argentino recebeu a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo Estado de São Paulo a personalidades que prestaram serviços relevantes ao Estado.
A cerimônia de entrega foi realizada de forma fechada.
Após a visita ao Palácio dos Bandeirantes, Javier Milei seguirá para a convenção do PL, prevista para começar às 11h, que oficializa a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, no Pacaembu.
O argentino é um dos principais apoiadores internacionais do senador. No fim de junho, recebeu Flávio em Buenos Aires e afirmou nas redes sociais que a "onda azul" chegaria ao Brasil pelas mãos do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A aproximação de Milei com a família Bolsonaro contrasta com a relação marcada por atritos que ele mantém com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde a campanha presidencial argentina de 2023, o argentino fez ataques ao petista e estreitou vínculos com adversários do governo brasileiro.
Não há previsão de encontro entre Milei e Lula nesta viagem. O presidente argentino pretendia visitar Jair Bolsonaro, mas o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido para que o ex-presidente, em prisão domiciliar, recebesse o aliado.
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