China afirma que investigação comercial com base na Seção 301 dos EUA perturba seriamente a ordem econômica e comercial internacional

comunicado refere que a China já apresentou suas reivindicações aos EUA, em meio às consultas bilaterais econômicas e comerciais em andamento em Paris, França.

China afirma que investigação comercial com base na Seção 301 dos EUA perturba seriamente a ordem econômica e comercial internacional
China afirma que investigação comercial com base na Seção 301 dos EUA perturba seriamente a ordem econômica e comercial internacional

Diário Do Povo Online     - 16/03/2026 18:48:33 | Foto: Divulgação Diário do Povo Online    

Na segunda-feira, a China manifestou firme oposição à decisão dos Estados Unidos de iniciar uma investigação, com base na Seção 301, contra 60 economias, incluindo a China, afirmando que tal decisão perturba seriamente a ordem econômica e comercial internacional.

A investigação, anunciada pelos Estados Unidos em 12 de março, horário local, em relação ao que alegaram ser falhas na proibição da importação de bens produzidos por meio de "trabalho forçado", seguiu-se a outra investigação, também com base na Seção 301, iniciada apenas um dia antes, sobre a chamada questão da "excesso de capacidade", observou o Ministério do Comércio em um comunicado.

O comunicado refere que a China já apresentou suas reivindicações aos EUA, em meio às consultas bilaterais econômicas e comerciais em andamento em Paris, França.

"Instamos os EUA a corrigirem imediatamente seus erros, a procurarem um consenso com a China, a aderirem ao princípio do respeito mútuo e da consulta igualitária, e a encontrarem uma solução para o problema, por meio do diálogo e da consulta", pode ler-se na missiva.

Um porta-voz do ministério refutou as acusações dos EUA, salientando que os EUA manipulam há muito tempo a questão do "trabalho forçado" e impõem uma série de restrições comerciais à China, com base em alegações fabricadas.

A China, membro fundador da Organização Internacional do Trabalho, ratificou 28 convenções internacionais e estabeleceu um sistema abrangente de leis e regulamentos para prevenir e combater o trabalho forçado, afirmou o porta-voz.

Os Estados Unidos ainda não ratificaram a Convenção sobre Trabalho Forçado de 1930, rejeitando, portanto, normas internacionais vinculativas, enquanto manipulam, há muito tempo, a questão do "trabalho forçado", observou o porta-voz.

A mais recente iniciativa dos EUA de iniciar investigações da Secção 301 contra a China e outras economias, numa tentativa de erguer barreiras comerciais, é unilateral, arbitrária e discriminatória por natureza, e constitui um ato típico de protecionismo, concluiu o porta-voz.

"Este é um erro que se soma a outro, o qual compromete gravemente a segurança e a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais e perturba seriamente a ordem econômica e comercial internacional", acrescentou o porta-voz.

A China acompanhará de perto o decorrer da investigação e reserva-se o direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente seus direitos e interesses legítimos, afirmou o porta-voz.

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