Governo do DF pede retirada de imóveis de lei de capitalização do BRB após identificar ‘erro técnico’

Projeto enviado à CLDF exclui área ambiental e imóvel do SIA de estratégia para reforço financeiro do banco

Governo do DF pede retirada de imóveis de lei de capitalização do BRB após identificar ‘erro técnico’
Governo do DF pede retirada de imóveis de lei de capitalização do BRB após identificar ‘erro técnico’

Portal De Notícias Brasil De Fato - 28/04/2026 11:23:25 | Foto: Área da Serrinha do Paranoá, que possui restrições ambientais, será retirada de plano de capitalização do BRB. | Silvio Abdon/CLDF

O Governo do Distrito Federal (GDF) encaminhou à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta segunda-feira (27), um projeto de lei que retira os imóveis públicos da Gleba A da Serrinha do Paranoá e um terreno no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) da lista de bens destinados à capitalização do Banco de Brasília (BRB). A medida, impulsionada por pressão popular, foi assinada pela governadora Celina Leão (PP) e corrige o que o Executivo classificou como “erro técnico” na inclusão dos ativos.

A proposta altera a Lei nº 7.845/2026, criada para fortalecer a estrutura econômico-financeira do BRB em meio à crise financeira desencadeada por um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil, o do Banco Master.

Para reverter o quadro, a legislação autorizou um conjunto de medidas, incluindo aportes de capital com bens públicos, operações de crédito de até R$ 6,6 bilhões e a criação de estruturas financeiras como fundos imobiliários e securitização de ativos.

O novo Projeto de Lei nº 2295/2026 revisa parte dessa estratégia ao excluir dois imóveis específicos: um terreno no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), atualmente utilizado para serviços de saúde, e a Gleba A da Serrinha do Paranoá, área de 716 hectares com relevância social e ambiental.

A Serrinha do Paranoá, localizada entre o Varjão e o Paranoá, é uma área do cerrado com dezenas de nascentes e função essencial na recarga hídrica do Distrito Federal, o que a tornou alvo de mobilização social nos últimos anos. Comunidades locais, ambientalistas e entidades civis passaram a se organizar em movimentos como o Preserva Serrinha e o Fórum de defesa das águas, promovendo audiências públicas, abaixo-assinados e atos contra a urbanização e o uso da área como ativo financeiro.

De acordo com a Secretaria de Economia, a inclusão desses bens foi equivocada. O documento afirma que a alteração pretendida é medida para corrigir erro na indicação dos referidos imóveis, destacando que eles possuem restrições que inviabilizam seu uso para capitalização do banco.

O texto também ressalta que tais ativos não poderiam cumprir o objetivo central da lei, que é a recomposição, reforço ou ampliação do patrimônio líquido e do capital social da instituição financeira BRB.

A análise jurídica do projeto validou a proposta e apontou que a mudança não gera impacto financeiro para o Distrito Federal, nem configura renúncia de receita. Também não há conflito com a legislação eleitoral, já que não envolve criação de benefícios fiscais ou aumento de despesas.


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Editado por: Flavia Quirino

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