Ativista sueca alerta para ameaças à Amazônia, denuncia interferência estrangeira e convoca jovens brasileiros a defender o futuro do país
Por aquiles Lins - Portal Brasil 247 - 24/10/2026 09:35:00 | Foto: Fotos Públicas
Do Portal Brasil 247 – A ativista ambiental sueca Greta Thunberg afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial brasileira representaria um “desastre para todo o planeta”. Em vídeo publicado nas redes sociais na noite de sexta-feira (23), ela manifestou preocupação com o futuro da Amazônia, denunciou ameaças à soberania latino-americana e convocou a juventude brasileira a participar da definição dos rumos do país.
Segundo o Metrópoles, a manifestação ocorreu às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Flávio Bolsonaro enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Greta destacou a importância internacional do resultado e afirmou que os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, especialmente diante das consequências ambientais e geopolíticas da disputa.
A ambientalista advertiu que a Amazônia tem sido “abertamente ameaçada pela extrema-direita” e associou o resultado da eleição à preservação ambiental. Para ela, a escolha dos brasileiros ultrapassa as fronteiras nacionais, considerando o papel estratégico da floresta amazônica no equilíbrio climático global.
Em sua manifestação, Greta também criticou a atuação de potências estrangeiras na América Latina, relacionando a disputa eleitoral brasileira a um contexto mais amplo de pressões políticas e econômicas sobre os países da região.
“Ao redor do mundo, os jovens estão se levantando para defender seus direitos, também no Brasil. Isso está acontecendo no contexto de cada vez mais a América Latina ser comprada e explorada por potências estrangeiras ligadas a criminosos de guerra como Trump e Netanyahu, em uma nova onda de intervenção imperialista que ameaça a soberania na região. Isso está acontecendo por meio de interferência nas eleições com manipulação direta pela Meta”, afirmou.
A declaração faz referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticados pela ativista em razão de suas políticas internacionais.
Greta também mencionou as suspeitas de interferência eleitoral envolvendo a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo WhatsApp. O caso é objeto de apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante de questionamentos sobre a atuação das plataformas digitais no processo eleitoral brasileiro.
A Meta nega ter cometido irregularidades. As suspeitas mencionadas pela ambientalista não constituem, por si só, comprovação de manipulação do resultado eleitoral.
Outro ponto central da manifestação foi o apelo dirigido aos jovens brasileiros. Greta ressaltou que a eleição representa uma oportunidade de participação política em um momento que considera decisivo para o futuro do país.
“Vocês agora têm a oportunidade e a responsabilidade de erguer-se no momento e reconquistar seu futuro, que está em jogo nesta eleição e nos próximos anos”, declarou.
A mensagem reforça a trajetória da ativista, que ganhou projeção internacional ao mobilizar estudantes em manifestações contra as mudanças climáticas e cobrar medidas mais efetivas dos governos para reduzir os impactos do aquecimento global.
Ao relacionar a proteção da Amazônia, a soberania nacional e a participação da juventude, Greta apresentou a eleição brasileira como uma decisão de repercussão internacional. Sua manifestação ocorre na reta final de uma disputa presidencial cujo resultado, segundo ela, terá consequências que vão além dos próximos quatro anos de governo.
Por Aquiles Lins - Portal Brasil 247
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