A opinião pessoal do colunista de política Miguel Lucena: Eleições feitas para ricos

Se já é difícil para um assalariado se eleger, imagine para um pobre!

A opinião pessoal do colunista de política Miguel Lucena: Eleições feitas para ricos
A opinião pessoal do colunista de política Miguel Lucena: Eleições feitas para ricos

Por Miguel Lucena - 23/07/2026 10:18:21 | Foto:

Em todas as etapas do processo eleitoral — filiação partidária, pré-campanha e campanha — quem não tiver algum dinheiro reservado dificilmente conseguirá começar.

Quem paga o combustível para as viagens? Quem custeia o pão de queijo e o café das reuniões necessárias para que o pré-candidato apresente suas ideias e se torne conhecido?
Alguém poderá argumentar que existem os fundos partidário e eleitoral. O problema é que esses recursos não podem ser utilizados durante a pré-campanha.

Quando o pré-candidato finalmente se torna candidato, após a convenção partidária, o valor que receberá dependerá dos critérios definidos pela direção do partido. E nem sempre esses critérios são claros, justos ou igualitários.

Quem não tiver dinheiro para contratar uma agência de publicidade dificilmente conseguirá alcançar o eleitorado pelas redes sociais ou produzir conteúdo de qualidade para os programas eleitorais.

E quem depender exclusivamente dos advogados disponibilizados pelo partido poderá enfrentar sérios problemas na prestação de contas.

É uma verdadeira via-crúcis até chegar à disputa com um mínimo de condições. A competição é profundamente desigual desde a largada.

No Brasil, a eleição parece ter sido feita para o rico disputar e para o pobre apenas votar.

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