Pacto infernal mira Banco de Brasília para acertar as urnas

Nos bastidores do mercado financeiro, comentários apontam para um jogo pesado

Pacto infernal mira Banco de Brasília para acertar as urnas
Pacto infernal mira Banco de Brasília para acertar as urnas

José Seabra, Com Colaboração De Netty Scorp - Portal Notibras Brasília - 31/07/2026 09:20:55 | Foto: Sindicato dos Bancários do Distrito Federal

Na terra onde, respeitada a profecia de Dom Bosco, deveria jorrar leite e mel, decidiram abrir uma pedreira para jogar pedras no caminho da recuperação do BRB. Como jornalista atuante em Brasília há muitos anos, e na esperança de dar luz ao obscuro quadro que estão desenhando com tintas dissimuladas, tomo emprestada uma frase de Jonathan Foster: “Se uma pessoa diz que está chovendo, e outra diz que não está, a obrigação do repórter não é citar os dois lados, mas olhar pela janela e descobrir a verdade”.

Fiz isso com a colaboração da coleguinha Netty Scorp, que compartilha sua assinatura neste texto. As investigações trouxeram luz à tona e expuseram digitais conhecidas. Essa verdade é apresentada a seguir.

Ninguém desconhece que quando alguém espalha pedras pelo caminho é porque não tem coragem de enfrentar o adversário de peito aberto. Na capital da República, porém, resolveram inovar, e junto com pedras, há quem esteja colocando peras escorregadias, traiçoeiras e cuidadosamente posicionadas na estrada por onde o Banco de Brasília tenta atravessar a maior tempestade de sua história recente.

Não é segredo para ninguém que o BRB respira por aparelhos de prudência, disciplina e muito trabalho, porque depois da crise desencadeada pelos negócios envolvendo o Banco Master, recuperar a credibilidade tornou-se uma missão que exige paciência de relojoeiro e nervos de aço. É justamente nesse momento que alguns personagens resgatam a velha prática do torcer contra.

Nos últimos dias, uma sucessão de notícias contraditórias passou a circular em parte da imprensa brasiliense e no eixo Rio-São Paulo. Ora o banco estaria à beira do precipício, ora a liquidação seria inevitável, ora surgem versões que se desmancham na velocidade com que são publicadas. O roteiro lembra mais um filme de suspense do que uma cobertura responsável sobre fatos financeiros.

Enquanto isso, orientado pela governadora Celina Leão, o presidente do BRB, Nelson Souza, corre contra o relógio. Seu desafio não é apenas reorganizar uma instituição financeira, mas impedir que interesses externos transformem uma dificuldade operacional em oportunidade de negócios para terceiros.

Nos bastidores do mercado financeiro, comentários apontam para um jogo pesado. Fala-se em movimentações destinadas a enfraquecer a percepção do banco justamente no momento em que ele busca recuperar estabilidade. Essas alegações circulam entre agentes do segmento. Justo, portanto, que permaneçam sem confirmação pública e sejam tratadas como relatos de bastidores, não como fatos estabelecidos. Deve-se enfatizar, contudo, que onde há fumaça há fogo.

Em qualquer crise bancária existe uma regra quase imutável. Diz que quando um ativo perde valor artificialmente, sempre aparece alguém disposto a comprá-lo por muito menos do que realmente vale. É uma velha máxima do capitalismo, onde primeiro desacredita-se, depois desvaloriza-se e, por fim, compra-se.

O problema é que, ao contrário do que pensa André Esteves, dono do Banco Pactual, o BRB não é uma padaria da esquina nem uma empresa qualquer. Trata-se de uma instituição estratégica para o Distrito Federal, com papel relevante na economia regional e milhares de clientes que dependem de sua estabilidade. Portanto, transformar dificuldades conjunturais em instrumento de guerra política ou financeira não beneficia o sistema bancário, tampouco o interesse público.

Nesse cenário, também circulam informações de que o ministro Luiz Fux acompanha com atenção os desdobramentos envolvendo o acordo firmado com o aval do Supremo entre o Governo do Distrito Federal e a União capaz de assegurar uma solução institucional para o banco. Se isso corresponde exatamente ao grau de acompanhamento atribuído nos bastidores, apenas os próprios envolvidos podem confirmar, mas o fato, é vero, é que a dimensão jurídica do caso passou a despertar interesse muito além das fronteiras de Brasília.

Na arena política, a disputa eleitoral parece contaminar quase tudo. Há quem enxergue no enfraquecimento do BRB uma forma indireta de atingir a governadora Celina Leão. Se essa estratégia realmente existe, seu cálculo pode revelar-se perigosamente no curto prazo, porque uma instituição financeira não deveria servir de munição em campanhas eleitorais, nem de palco para disputas entre grupos econômicos.

Um interlocutor próximo ao Palácio do Buriti resumiu o sentimento do governo em poucas palavras: “O BRB não é moeda de troca eleitoral. Insana, a oposição precisa usar armas reais e não indicar ao eleitor o caminho da porta que leve a tentações levianas.”

Independentemente das paixões partidárias, permanece uma questão elementar. Bancos sobrevivem de confiança, que não se constrói com boatos, e tampouco se destrói apenas com manchetes. Ela nasce dos balanços, da fiscalização dos órgãos competentes, da capacidade de gestão e do cumprimento rigoroso das normas do sistema financeiro.

Se alguém acredita que espalhar peras sobrepostas por pedras pelo caminho fará o BRB escorregar definitivamente, talvez esteja subestimando a capacidade de recuperação de uma instituição que atravessou seis décadas de desafios. Gente assim, que vive criando ciladas, costuma esquecer o incômodo detalhe onde se revela que muitas vezes o primeiro a escorregar na fruta e tropeçar nas pedras deixadas pelo caminho, é justamente quem as colocou ali.

Investigações apontam que André Esteves assinou um pacto infernal. Fez-se aluno de Daniel Vorcaro na suposta campanha para desacreditar o Banco Central, e agora mira a desestabilização do BRB, tentando, com a ajuda do PT, acertar as urnas em outubro. Isso é fato. O dinheiro do BTG jorra para jogar mais pedras no caminho do Banco de Brasília.

Agora, o epílogo. Ora, direis, e as provas? Responderemos que estão no texto, nas conversas de bastidores e nos cachês pagos a peso de ouro para quem insiste em distorcer uma verdade. Ou precisaremos desenhar?

……….

Netty Scorp é influenciadora digital que age com tenacidade.

José Seabra é CEO fundador de Notibras.

Comentários para "Pacto infernal mira Banco de Brasília para acertar as urnas":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório