A opinião pessoal do colunista Miguel Lucena: O gordo que enganou um candidato com uma botija enterrada

O candidato acreditou

A opinião pessoal do colunista Miguel Lucena: O gordo que enganou um candidato com uma botija enterrada
A opinião pessoal do colunista Miguel Lucena: O gordo que enganou um candidato com uma botija enterrada

Por Miguel Lucena - 27/08/2026 07:18:31 | Foto: Divulgação Por Miguel Lucena

A barriga imensa e a fala firme não deixavam espaço para desconfiança. O gordo jurava possuir uma verdadeira fortuna enterrada e dizia que pretendia desenterrá-la para ajudar os candidatos de sua preferência.

O candidato acreditou. Encantado com a promessa, começou a deixar compromissos de campanha de lado para ouvir o novo benfeitor. Foram dias de conversas, cálculos, planos e sonhos eleitorais financiados pela misteriosa botija.

Depois de uma semana, já impaciente, o candidato resolveu apertar:
— E afinal, onde está essa botija?
O gordo fez suspense, olhou para os lados e mandou preparar o carro. Os dois partiram para o meio do cerrado. Entraram por estrada de terra, passaram por mata fechada e finalmente chegaram a um descampado.

— É aqui — anunciou o gordo.

Cavaram daqui, remexeram dali, arrancaram pedra, raiz e cupim. Dinheiro, que era bom, nada.

O candidato percebeu que tinha sido feito de besta. Vermelho de raiva, avançou para cima do mentiroso.

O gordo recuou assustado, protegendo a barriga com as duas mãos:
— Oxente! Eu pensei que tu queria me comer!

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