A opinião pessoal do colunista politico Miguel Lucena: Moral pública, orgia privada

O banqueiro também é apontado pela Folha de S.Paulo como patrocinador de Dark Horse, filme destinado a apresentar Jair Bolsonaro como representante da agenda moral conservadora

A opinião pessoal do colunista politico Miguel Lucena: Moral pública, orgia privada
A opinião pessoal do colunista politico Miguel Lucena: Moral pública, orgia privada

Por Miguel Lucena - 22/09/2026 10:30:26 | Foto: Divulgação Miguel Lucena

O pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, evocou o Dilúvio ao condenar a imoralidade sexual. Enquanto isso, seu amigo Daniel Vorcaro, integrante da igreja, promovia uma festa de Halloween na boate Madame Satã, em São Paulo, segundo reportagens sobre o caso Banco Master.

O banqueiro também é apontado pela Folha de S.Paulo como patrocinador de Dark Horse, filme destinado a apresentar Jair Bolsonaro como representante da agenda moral conservadora.

É uma contradição digna de crônica: de dia, a defesa dos bons costumes; à noite, o luxo e os prazeres reservados aos poderosos.

Madame Satã, nome de um artista negro e homossexual transformado em símbolo da cultura marginalizada, acabou servindo de cenário para uma festa cuja divulgação o anfitrião queria evitar.

O problema não é a festa nem a liberdade sexual dos adultos. É a utilização da religião para condenar os prazeres alheios enquanto se preservam os próprios privilégios.

No fim, a questão não é saber quem vai para o céu ou para o inferno, mas quem paga a conta.

Porque, quando a moral vira negócio, até o diabo pode aparecer de Bíblia na mão, pregando a salvação da família enquanto o dinheiro financia a farra.

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