Bolsonaristas no Itamaraty propuseram saída voluntária após ameaça de Eduardo de “faxina no ministério”

Minuta previa benefícios para servidores deixarem a carreira após ameaça de Eduardo Bolsonaro; segundo o Painel, reeleição de Lula deve encerrar proposta

Bolsonaristas no Itamaraty propuseram saída voluntária após ameaça de Eduardo de “faxina no ministério”
Bolsonaristas no Itamaraty propuseram saída voluntária após ameaça de Eduardo de “faxina no ministério”

José Reinaldo - Do Portal Brasil 247 - 27/10/2026 06:19:15 | Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Do Portal Brasil 247 – Diplomatas alinhados ao bolsonarismo fizeram circular entre colegas, na semana passada, uma minuta de programa de demissão voluntária para servidores do Itamaraty.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a iniciativa surgiu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro ameaçar promover uma “faxina” no ministério. Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25), a expectativa é que a proposta seja descartada.

O documento previa oferecer um pacote de benefícios a funcionários que optassem por deixar a carreira diplomática. A intenção, de acordo com o Painel, seria incentivar a saída antecipada de servidores que pudessem sofrer retaliações em uma eventual gestão bolsonarista.

Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, havia direcionado a ameaça a funcionários de carreira que, segundo ele, teriam atuado contra o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta de desligamento surgiu nesse contexto, como uma forma de estimular esses profissionais a pedir a saída do serviço diplomático.

A referência para a minuta foi um programa de demissões voluntárias da Organização das Nações Unidas (ONU). A coluna não detalha os benefícios previstos, os critérios de adesão nem o número de servidores que poderiam ser abrangidos pela iniciativa.

A circulação do texto ocorreu antes da definição da disputa presidencial. A vitória de Lula alterou o cenário em que os diplomatas bolsonaristas discutiam o programa e, conforme a publicação, deve levar ao abandono da ideia.

Um diplomata ligado à atual gestão, que teve acesso à minuta, ironizou a antecipação dos colegas. Na avaliação dele, os autores “mataram aulas de história contemporânea do Brasil e não viram que FHC sentou na cadeira antes da hora e pagou por isso”.

Por - Portal de Notícias Brasil 247

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