A opinião pessoal do colunista de politica nacional delegado Miguel Lucena: No calor do forró

A segurança apareceu para cobrir a foliã, embora a solução mais adequada talvez fosse uma banheira cheia de gelo

A opinião pessoal do colunista de politica nacional delegado Miguel Lucena: No calor do forró
A opinião pessoal do colunista de politica nacional delegado Miguel Lucena: No calor do forró

Por Miguel Lucena - 13/07/2026 17:07:16 | Foto: Divulgação Miguel Lucena

O calor provocado pelos acordes da sanfona e pelo salão apinhado de gente era tanto que a mulher foi se livrando da roupa. Quando perceberam, estava nua despida, como dizia minha mãe, no meio da multidão. Tarcísio do Acordeon parou o forró e pediu um pano, pelo amor de Deus. A banda emudeceu, mas o povo arregalou os olhos. Nunca uma pausa musical teve tanta audiência.

A segurança apareceu para cobrir a foliã, embora a solução mais adequada talvez fosse uma banheira cheia de gelo. No Piauí, quando a sanfona esquenta, até o juízo sua. A mulher apenas levou ao pé da letra o grito do cantor: “Tira o pé do chão!”. Tirou o pé, o vestido, a blusa e quase inaugurou uma nova modalidade de festa: o forró naturista.

No fim, ficou provado que o acordeon levanta poeira, paixão e, dependendo da temperatura, até a roupa do corpo.

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