A opinião pessoal do colunista de política nacional Miguel Lucena: Calça de veludo ou bunda de fora

Campanha não se improvisa na véspera

A opinião pessoal do colunista de política nacional Miguel Lucena: Calça de veludo ou bunda de fora
A opinião pessoal do colunista de política nacional Miguel Lucena: Calça de veludo ou bunda de fora

Por Miguel Lucena - 04/07/2026 11:10:26 | Foto: Divulgação Miguel Lucena

Na política, como na vida, há hora para tudo. Há hora de sonhar, de conversar, de medir forças e de botar o time em campo. Quem ainda não organizou sua equipe para a eleição de outubro, ou nem pensa em fazer isso a partir da próxima semana, pode ir se acostumando: não vestirá calça de veludo. Corre sério risco de ficar com a bunda de fora, como alertava o velho ditado popular.

Eleição curta não perdoa amadorismo. Beneficia quem já tem mandato, gabinete, estrutura, base montada, assessor rodando, rede social funcionando e gente tomando café com eleitor desde cedo. O pré-candidato que ainda está esperando o vento soprar, o telefone tocar ou o povo adivinhar sua existência vai entrar na disputa atrasado, ofegante e pedindo licença a quem já está na estrada.

Campanha não se improvisa na véspera. Precisa de coordenação, comunicação, agenda, base, material, discurso e, principalmente, gente. Política sem equipe é como vaqueiro sem cavalo: pode até ter coragem, mas não alcança o boi.

Outubro parece longe, mas na eleição o calendário corre mais do que notícia ruim em grupo de WhatsApp. Quem deixar para depois vai descobrir tarde demais que urna não aceita desculpa, eleitor não espera retardatário e mandato não cai do céu.

Portanto, pré-candidato, vista logo sua calça de veludo. Porque quem cochila na largada pode terminar a campanha tentando tapar o vexame com as duas mãos.

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