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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 22 de setembro de 2021

Raad e a nova saída, uma liminar para suspender o processo de cassaçãoFoto:

Raad e a nova saída, uma liminar para suspender o processo de cassação

O caso que envolve o deputado distrital Raad Mtanius Masouh parece a cartola de um mágico, quando menos se espera surge um novo coelho.

Edson Sombra/ Redação - 04/09/2013 - 14:49:58

Já vimos de quase tudo no decorrer desses três anos de investigações. Desde o início dos trabalhos da Policia Civil do DF em 2010, a imprensa sofre com a falta de vazamentos de conteúdos da investigação que já percorreu diversos órgãos dos poderes constituídos, e a ausência de vazamentos persiste. Coisa quase impossível em uma investigação que aparentemente seria simples.

O Seriado ”Raad” foi iniciado pelas mãos de Flamarion Vidal e de seus dedicados policiais da DECAP, já teve a interferência da podridão política de um poder sobre o outro, o delegado perdeu o cargo, mas não deixou vazar o conteúdo das investigações. Os outros policiais que deram continuidade aos capítulos da investigação, da mesma forma, nada vazaram. Já houve, fofoca, tentativa de suborno a deputados, pastores e jornalistas citados. Só falta agora sumirem com os autos. ...

Desde do dia em que o delegado Flamarion Vidal informou ao Ministério Público do DF que captou o parlamentar em grampo telefônico, com autorização judicial, comemorando e informando que ele seria afastado da delegacia que investigava o desvio de recursos de uma emenda de autoria do parlamentar, o caso a cada dia toma contornos dignos de um seriado de drama vingança que é visto nas tevês do mundo.

O valor da emenda investigada pasme? R$ 100.000.00

As investigações iniciadas pela Policia Civil, ao serem complementadas com as realizadas pelo Ministério Publico do DF, já renderam outros 15 procedimentos no Tribunal de Justiça do DF, sendo 3 deles em segredo de justiça.

O que seria apenas mais uma investigação, está até hoje envolta em mistérios, parece o seriado Revenge, que atualmente é exibido na TV Globo aos domingos e que a cada capítulo, termina deixando ansiosos os telespectadores brasileiros.

Neste emaranhado de mistérios, todos os órgãos envolvidos agem com bastante cuidado e compromisso, as instituições por onde passaram os autos das investigações que tramitam em Segredo de Justiça, vêm zelando pela sua preservação.

Raad sempre pregou aos quatro cantos que não temia as investigações, pois é inocente, no entanto, nunca agiu de forma a deixar que os fatos investigados em sua plenitude chegassem ao conhecimento da população.

O MPDFT por seu turno, tem cumprido com o determinado pela desembargadora Sandra de Santis do TJDFT, o Segredo de Justiça, está até hoje preservado.

Ao chegar a Câmara Legislativa, toda a documentação enviada pelo Tribunal de Justiça a pedido da Corregedoria, foi analisada e gerou um relatório, passou pela Comissão de Ética e mais um relatório, depois pela Comissão de Constituição e Justiça, que corroborou os relatórios já produzidos, e talvez por último, chegue ao plenário da CLDF no próximo dia 11 de setembro, da mesma forma, sem nenhum vazamento.

Todos os atos praticados desde 2010, primaram pela observância dos preceitos legais e determinações judiciais, o que fragiliza qualquer pedido de intervenção judicial na fase em que se encontra.

Ontem, recebi de madrugada a informação vinda de pessoas próximas ao deputado Raad Massouh que avisaram: “o parlamentar estuda com os seus advogados, a possibilidade de ingressar no Judiciário com uma medida judicial com pedido de liminar, para suspender o seu processo de cassação até que ele seja julgado pelo TJDFT.”

O que é estranho, é que na Câmara Legislativa, o processo de cassação tem como objetivo apurar a conduta política, o deputado quebrou ou não o decoro? Não se está investigando ou julgando se o parlamentar supostamente se beneficiou, ou quem e supostamente ficou com o dinheiro.

A documentação enviada pelo Tribunal de Justiça à Casa Legislativa, teve uma única finalidade, analisar se dos fatos narrados e a conduta descrita pela Polícia, Ministério Público que culminou com o indiciamento do parlamentar pela desembargadora, poderiam configurar a quebra do decoro, considerando que foi este o pedido da Representação do Adote um Distrital, e que deu início ao processo na Câmara Legislativa.

Se Raad alegar cerceamento de defesa, certamente o judiciário vai observar que o parlamentar foi intimado, teve conhecimento da representação, lhe foram concedidos os prazos regimentais, apresentou a defesa que entendeu melhor, participou da oitiva das testemunhas, enfim, em todas as fases teve seu direito preservado. Se não conseguiu convencer seus pares, paciência.

O julgamento pelo judiciário vai determinar se Raad é inocente ou culpado dos crimes que lhe são imputados, mas o julgamento político, o da Câmara Legislativa, não depende de Sentença Judicial, já vimos isso no julgamento político da ex-deputada Eurides Brito, o plenário entendeu que ela havia sim quebrado o decoro, mas só veio a ser condenada pela justiça muito tempo depois.

Será que não seria mais fácil o parlamentar pedir à desembargadora que suspenda o Segredo de Justiça? Ai sim, a população poderá ter a certeza da sua inocência.

Ou quem sabe, Raad poderá continuar suas manobras com a ajuda do Executivo e tentar a absolvição no plenário para se tornar o Donadon do cerrado?

É esperar pra ver, o próximo capítulo será transmitido no dia 11 de setembro, conhecido mundialmente como o dia em que tudo pode explodir.

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