A opinião de João Zisman: Ninguém quer errar o próximo movimento

STF antecipa o conflito e redefine o alcance da CPMI

A opinião de João Zisman: Ninguém quer errar o próximo movimento
A opinião de João Zisman: Ninguém quer errar o próximo movimento

Por João Zisman - 24/03/2026 16:06:43 | Foto: Divulgação

STF antecipa o conflito e redefine o alcance da CPMI

Ao impedir o esvaziamento da CPMI do INSS, o Supremo não apenas preserva a comissão. Delimita o espaço de manobra do Congresso e sinaliza que certas articulações têm limite antes mesmo de acontecer.

CPMI passa a operar como desgaste contínuo

Com a comissão mantida, o governo entra em um ciclo conhecido: exposição fragmentada, vazamentos seletivos e pressão permanente. O desgaste não depende de conclusão. Ele acontece no caminho.

Ibaneis reativa a OAB e constrói presença fora do cargo

O governador Ibaneis Rocha pediu a reativação da inscrição e pretende voltar a advogar já no dia 30. O movimento mantém visibilidade, cria base de atuação paralela e evita o vazio político após a saída.

Sucessão entra na fase em que ausência cobra preço

Com a saída do governo marcada, o ambiente político no Distrito Federal muda de natureza. Apoio difuso começa a se organizar e a falta de posicionamento deixa de ser neutralidade.

CLDF escolhe bem onde gastar energia

A aprovação do programa voltado à mulher empreendedora avançou sem resistência. Pauta correta, ambiente favorável e nenhum custo político relevante.

GDF mantém estratégia de entrega direta

A ampliação das vagas na Fábrica Social reforça a linha de políticas de impacto imediato. Execução simples, resultado visível e baixo nível de conflito.

Ratinho reduz o ruído nacional e pressiona o Paraná

Ratinho Junior decidiu concluir o mandato e sair da disputa presidencial. A decisão simplifica o cenário nacional, mas acelera a disputa dentro do estado.

Guerra atinge exportações Halal e expõe dependência externa

A perda estimada de até 2 bilhões de dólares nas exportações de proteína bovina já atinge o mercado Halal. O impacto não é só comercial. Ele revela a vulnerabilidade do Brasil em mercados concentrados e sensíveis a crises geopolíticas.

Supremo consolida atuação antecipatória no sistema político

O padrão se repete: menos reação, mais intervenção prévia. Ao agir antes, o Judiciário altera o ritmo dos demais Poderes e reduz a margem para movimentos bruscos.

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